Médicos e Saúde & Bem-estar

O poder na nutrição para as próximas fases da vida

A nutricionista cuida da mulher 40+ com foco no envelhecimento saudável.

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 15:37

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Antes de atender, Fernanda Lermen foi atendida. Ainda adolescente, procurou uma nutricionista e saiu de lá com a resposta para a pergunta da infância: era aquilo que queria ser quando crescesse. Formou-se em dezembro de 2007 e, no início de 2008, já estava na nutrição clínica.

Filha de cardiologista, fez a primeira pós no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre para se aproximar do trabalho do pai. Mas a procura era outra: emagrecimento de adulto jovem, que ocupou

uma década. Em 2015, somou uma especialização em psicologia e comportamento alimentar, convencida de que a mudança começa antes do prato. Na pandemia, com bolsa integral, entrou no mestrado em gerontologia biomédica da PUC/RS, fechou as portas por dois anos, trabalhou em hospital e pesquisou idosos internados. Depois vieram as duas filhas, sete meses em casa e um novo estudo, voltado aos 60+.

A virada dos 40

O desvio seguinte foi pessoal. Aos 40, Fernanda começou a olhar com atenção para o que mudava nela mesma — corpo, sono, disposição, força, apetite, imagem — e levou a curiosidade para o estudo. Hoje concentra a prática clínica na mulher 40+, na perimenopausa, no climatério e na menopausa, e cursa uma formação em Modulação Hormonal.

O peso perdeu o posto de medida principal. Entram na conversa composição corporal, massa muscular, saúde óssea, gordura abdominal, metabolismo,

intestino e comportamento alimentar. A proteína vira estratégia de envelhecimento, o treino de força ganha protagonismo, cálcio e vitamina D passam a ser monitorados. A suplementação entra quando rotina, avaliação clínica e exames mostram necessidade — e nunca sozinha: alimentação, movimento, descanso e acompanhamento médico têm papéis diferentes.

Ela conhece a teoria e conhece também a vida real. Por isso o objetivo mudou de endereço: ajudar cada mulher a chegar aos 60, aos 70 e adiante com músculo, ossos protegidos, autonomia e uma relação tranquila com a comida.

“Fernanda estuda hoje a fase que ela própria atravessa: sabe a teoria da perimenopausa e também a rotina de quem acumula trabalho, filhos e pouco espaço para si”